“Uma ação pedagógica para estimular aprendizagem e construir realização de sujeitos com comprometimento mental e deficiências múltiplas usando como instrumento a ciência do movimento no treinamento de esporte Paraolímpico”
APRESENTAÇÃO!
O projeto Pelos Caminhos do Movimento na estimulação da aprendizagem e construção da Realização, tem como objeto beneficiar com atividades lúdicas e esportivas de acordo com o grau de comprometimento mental ou psicomotor as alunas e alunos da Escola Estadual Especial Deputado Carlos Santos- CIEP- Cruz Alta. Pois, “ Uma ação pedagógica só tem sentido se for para ajudar o beneficiado a realizar-se como sujeito de suas capacidades” prof. Edi Barbosa 96, e aqui com a ciência do movimento e seus instrumentos como o esporte, a aprendizagem motora, biomecânica, fisiologia podem não só atender as necessidades básicas motoras de desenvolvimento integral do aluno, mas ir além propor-lhe novos caminhos com um aumento de sessões de estímulos por semana. O que podemos observar nos poucos dias que estamos na escola um esforço gigantesco de todos Direção, professores e funcionários para construir um ambiente agradável, aconchegante, para produzir alegria e a sensação de bem estar de todos e principalmente os alunos. Quando pisamos em um novo terreno nos sempre observamos por onde andar, e os espaços que nos oferecem e as responsabilidades que nos cabem no nicho que dividimos coletivamente com nossas experiências e com os dos outros colegas. Mas nos caminhos que trilhamos pelas nossas jornadas pedagógicas usando a ciência do movimento como instrumento de desenvolvimento do conhecimento e da construção de melhores dias para os nossos alunos nos autoriza a propor não experiência, mas, objetivamente o emprego de nossas capacidades profissionais com longos estudos, leituras, a participação em quatro pós- graduações, dois em Aprendizagem Motora, Treinamento Esportivo e uma incursão profunda na Epistemologia da Educação Física, analisando os paradigmas que constroem a ciência do movimento no Higianismo, Corporeidade, Motricidade Humana, Aprendizagem Motora, Competitivismo, Educação Física Psicosocial, dialogando e refletindo, com Piaget, Le Boulch, Manoel Sérgio, Hugo Luvisolo, Roberto Ubirajara Oro, Ponty, Parlebas Walter Brach, entre outros estudiosos e pensadores da Educação Física, ou ainda pedagogos Freire, Brandão, Nildecof, Gadoti, Vygotsky,Demo, Tiba, Lama, Confúcio, e tantos outros no entanto é extremamente necessário chamarmos atenção para o nomadismo cultural e consequentemente a transcendência da prática e do método pela imposição da necessidade quando esta acorda não novos paradigmas ou saberes, mas quando estes emergem de uma caminhada mais feliz em conjunta entre o professor e o aluno na construção de caminhos e conhecimentos mais seguros para o exercício da vida em sua plenitude.
A nossa proposta pedagógica não é um mergulho em águas desconhecidas com risco para experiência, mas o uso de um acumulo considerável de uma caminhada com alunos de assentamentos, de comunidades em vulnerabilidade social, de alunos de escolas rurais, urbanas, e apenados, do trabalho inclusive com jogadores profissionais e na formação com sucesso esportivo de adolescentes para construção da cidadania.
O nosso olhar para os portadores de necessidades mentais vai com paciência entender que o sujeito habita um corpo e que este empresta-lhe a possibilidade de praticar capacidades limitadas pela sua coordenação fina ou grossa sugerindo a coordenação como uma capacidade de interpretar o som, o ritmo, o espaço e então efetuar um ato motor para executar o gesto necessário que resolva com eficiência de forma voluntária o problema ou estimulo podendo ser a partir da necessidade de hidratar-se com um copo de água ao participar de tarefas mais complexas como a de fazer uma cesta em um jogo intenso de basquetebol com marcação.
É com o desafio de encontrar caminhos mais seguros com ato mais continuo da repetição do gesto do movimento do simples para o complexo do reforço para a tônus muscular, da ampliação da flexibilidade para melhorar a mobilidade articular e consequentemente o manejo de corpo. Pois se concordarmos com Anita Harrow em sua Taxionomia do domínio Psicomotor, ou com Richard Magil e outros, da área da aprendizagem motora concordamos plenamente que, é extremamente necessário dar um amplo número de possibilidades e repetições para o domínio do movimento e este também é promotor na sua execução com sucesso de desenvolvimento de satisfação, alegria, comemoração e elevação de auto-estima produzindo novos caminhos mentais para novas experiências com mais segurança.
O que observamos em vários artigos sobre deficientes mentais e a incursão só por meios cognitivos, abandonando inclusive o que nós propõem a antropologia, o desenvolvimento, precisamos entender cada sujeito como uma unidade expressiva da existência e da conexão neuro- motora, entre o estimulo, o julgamento e a resposta, inclusive quando está copiando, escrevendo, desenhando, falando, cantando, dançando, caminhando, brincando, jogando, pois a produção de cada gesto motor está relacionado a um estimulo externo, inclusive quando se alimenta, embora seja produzido por sensações e necessidades fisiológicas internas, o momento de executar o ato o que comer. Com que intensidade, a quantidade vai ser decidido pela vontade do sujeito e pelo seu julgamento em relação a qualidade do que ingeriu, e assim é quando tem sede, frio, calor, suas funções sensorial motora sempre estará lhe produzindo sensações.






